Há décadas, a única pentacampeã do mundo impõe uma marca registrada baseada na posse agressiva, no drible e na capacidade de mudar um jogo em um único lance.
Do outro lado, a seleção nórdica aposta em um futebol físico, direto e muito vertical, sustentado no jogo aéreo, na potência em velocidade e em um rigor tático que não dá trégua.
O arquivo das Copas guarda uma lembrança especial: na França em 1998, a Noruega conquistou uma vitória memorável sobre o Brasil na fase de grupos, provando que é capaz de incomodar qualquer gigante.
Em uma fase de grupos em que cada ponto aproxima das oitavas de final ou complica a classificação, cada cruzamento, cada disputa na área e cada contra-ataque é jogado como se fosse uma final antecipada.
Depois da última Copa, disputada no Catar em 2022, a seleção sul-americana chega credenciada por ter alcançado as quartas de final e por manter o nível lá em cima graças ao poder de desequilíbrio de Vinícius Júnior e Rodrygo.
O time escandinavo, ausente no Mundial do Catar, mas presença constante no cenário europeu, se apoia no faro de gol avassalador de Erling Haaland e na visão de jogo privilegiada de Martin Ødegaard.
Duas maneiras de entender o futebol se encontram no torneio mais prestigiado do planeta: garanta seus ingressos e viva ao vivo um Brasil–Noruega carregado de história, intensidade física e talento.