Posse agressiva, pressão coordenada e transições rápidas definem hoje a seleção azteca, um time que há anos encara qualquer potência de igual para igual, com laterais que se projetam ao ataque e um meio-campo que não foge do jogo.
Do outro lado desse carimbo ofensivo chega o campeão africano de 2019, uma equipe do Magrebe de toque refinado e ritmo elétrico, em que meias ofensivos e pontas buscam o desequilíbrio no um contra um o tempo todo.
O último amistoso entre as duas seleções foi decidido em detalhes; agora, em plena fase de grupos e com cada ponto aproximando ou afastando das oitavas, a equipe norte-americana é obrigada a ditar o ritmo do jogo, enquanto as raposas do deserto tentam castigar cada erro em contra-ataques letais.
Pressão competitiva e regularidade nas Copas do Mundo acompanham o representante da CONCACAF, que apresenta uma geração emergente pronta para assumir o lugar das velhas lendas, com atacantes móveis e meio-campistas que chegam com perigo de trás.
O atual rei do continente se apoia na criatividade de sua espinha dorsal, liderada por Riyad Mahrez e cercada de companheiros que somam minutos nas principais ligas europeias.
É um duelo de técnica apurada e orgulho regional, um confronto entre a tradição do futebol mexicano e a hierarquia do norte da África que merece ser vivido das arquibancadas: garanta seu ingresso e seja testemunha de um jogo capaz de mudar o destino do grupo.