Desde a conquista do título em 2010 e da subida ao topo do ranking FIFA, a seleção espanhola chega à Copa do Mundo de 2026 ainda mais segura do seu futebol de toque e posse, agora com um ponto extra de verticalidade perto da área adversária. Do outro lado está Uzbequistão, os White Wolves, estreante em Mundiais após várias campanhas frustradas e forjado nas batalhas do exigente futebol asiático. Tudo indica um choque entre hierarquia e fome competitiva: la Roja quer impor sua técnica e circulação constante, enquanto o time da Ásia Central tenta capitalizar sua solidez defensiva e as transições em velocidade. Em uma fase de grupos em que cada ponto pode mudar o rumo da classificação, esse duelo não permite vacilos nem desconcentração.
Desde aquela primeira estrela conquistada em 2010, o histórico em Copas do Mundo joga a favor da Espanha: campeã naquela edição, presença constante nas fases decisivas e eliminada recentemente no Catar 2022 em uma disputa de pênaltis contra Marrocos. Hoje o comando em campo passa pelos pés de Rodri, cérebro e escudo do meio-campo, muito bem acompanhado pelo talento de Pedri e pelo desequilíbrio de Lamine Yamal, já um nome de peso no continente. Do outro lado, o Uzbequistão encara sua primeira participação em um Mundial depois de deixar para trás anos de frustrações e deposita suas esperanças no faro de gol de Eldor Shomurodov. Estar nas arquibancadas é assistir ao nascimento de um confronto com cheiro de novo clássico entre uma potência consolidada e uma estreante sem medo de ninguém.